domingo, 1 de dezembro de 2013

Meus sentimentos...

Não faço esse texto por um motivo em especial, mas por uma conjunção de coisas que vem me incomodando – e nem tinha me dado em conta até então. Nos tornamos excessivamente exibicionistas, temos de fazer com que o mundo inteiro saiba o que estamos sentindo (ou não) a todo minuto.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Já volto!

“Olá, velho amigo”, pensei ao fitar o papel com o lápis em punho. Em resposta obtive um “quem é você, estranho?”, algo meio ridículo – mas foi o que senti quando o lápis tocou o papel. Faz algum tempo, eu sei... mas... seria motivo pra tanto?

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Na ilusão do poder

E ao fazer bater palmas com tanta energia o austero rei, o bobo da corte se sentiu como soberano a seu soberano. Mas, ao por a prova seu poder, foi decapitado pelo mesmo rei.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Pensamento do dia (XXVII)

Algumas palavras insistem em voltar a fazer sentido, mesmo em novos contextos e personagens...

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Pessoas sérias

Pessoas sérias não tem tempo pra poesia, coisa tola
Não querem saber dos campos, ou do vento
O mundo corre e há sempre coisas importantes a se fazer
A vida é em preto e branco, não há tempo para cores
Estão sempre indo pra algum lugar, mas nunca pra onde querem estar
Sempre querem mais coisas, as coisas que tem nunca são suficientes

Pessoas sérias não sorriem, estão sempre preocupadas demais
Dão bom-dia, quando dão, por reflexo – nem acham que o dia esteja mesmo bom
Sempre reclamam da falta de tempo, do tempo que não passa, do tempo que se foi
Não falam nem escrevem sobre o que sentem, acham que é sinal de fraqueza
Na verdade não tem tempo pra pensar, há coisas mais importantes a se fazer


Pessoas sérias, pessoas sérias... meu deus, livrai-me delas!

sábado, 24 de agosto de 2013

Sobre as fotos

Gravar os momentos na retina continua me atraindo mais do que um milhão de fotos que poderia tirar.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Pensamento do dia (XXVI)

Os “nãos” que recebi ao longo da vida me apontaram novos caminhos. Talvez sejam mais responsáveis pelo que sou do que os afagos que a mesma me trouxe.

sábado, 27 de julho de 2013

Pra me emimesmar

Olho todos meus rascunhos, estou procurando. O que estou procurando? Ah... é verdade, algo para hoje. Meus olhos já cruzaram alguns montes de palavras e frases, mas nada parece muito apropriado. Engraçado, tem dia que não gostamos mesmo daquilo que produzimos.
E assim fui passando os olhos por meus escritos. Como melhorei com o tempo... como ainda tenho muito que melhorar. Ainda assim, foi gostoso poder reviver algumas das coisas que escrevi.
Alguns dos rascunhos possuem apenas inícios de texto e se perderam com o tempo. Já não consigo reviver a ideia que tive quando os concebi e ao relê-los fico chateado por não poder continuar a contar aquela história – ainda assim não consigo apagá-los.
Hoje estou um pouco introspectivo, olhando pra dentro. Dentro das minhas próprias criações, pensando o quanto elas são valiosas, ou não. Para mim sempre serão ouro e não me importa que os outros não o considerem assim. Sempre escrevi pra mim mesmo antes de tudo, mostrar-me ao mundo foi só uma nova brincadeira.
Nada de grandes pensamentos, hoje é um dia pra se descansar.

sábado, 20 de julho de 2013

Pensamento do dia (XXV)

Conheço pessoas que, caso se encontrassem com si mesmas dez anos mais novas, levariam uma bela surra.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Diálogo – velhos desconhecidos

– Eu sei que sumi. – disse uma voz doce e um pouco encabulada.
– É bem verdade – respondeu quase rindo.
– E o que você fez? – perguntou-lhe como uma súplica.
– Deixei que você sumisse. – respondeu sem pesar.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Para minha amada

Oh Dúvida, você que me move por entre suas névoas de incerteza. Tira dos meus olhos verdades absurdas e me faz questionar fatos “concretos”. Grande companheira, amiga e guardiã de minha liberdade. Por você ouso ir mais longe, desvendando os caminhos a minha frente. Mesmo quando me deparo diante de um grande mistério não me abandona e me conforta. Como é grande sua força e a motivação que me imprime.

sábado, 15 de junho de 2013

Pensamento do dia (XXIV)

Será que finalmente esse país acordou? Será que finalmente seus filhos irão a luta? Quero acreditar que sim.

sábado, 8 de junho de 2013

No fim

  O mundo estava acabando, imensas bolas de fogo cainham do céu. Tudo era caos e medo, os cavaleiros do apocalipse dançavam espalhando horror por todos os lados. Mortos se levantavam de seus túmulos, pestes intermináveis consumiam os que ainda estavam de pé. A ira dos céus e inferno se espalhava num drinque dos diabos. Nada poderia resistir a tamanha fúria.

sábado, 1 de junho de 2013

Pensamento do dia (XXIII)

Não importa com quantas palavras, imagens e outros subterfúgios eu tente te explicar: aquilo que vivi só tem significado exato do que foi pra mim e ninguém mais.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Uma visita ao Dr.

      Doutor, me escuta: nem sempre fui esse maltrapilho que o senhor está vendo, juro. A verdade é que tinha uma vida bem normal antes de certo evento que vou tentar lhe explicar. Quando ainda jovem, era uma pessoa simples e discreta cheia de vontade de mudar o mundo e, quem sabe, viver bem.

domingo, 19 de maio de 2013

Uma despedida inesperada


  – Tem muita coisa passando na minha cabeça nesse momento, sabe? – tentava me concentrar, falar calma e pausadamente – A verdade é que eu ainda não estou...

segunda-feira, 6 de maio de 2013

sábado, 27 de abril de 2013

Noite adentro


Estavam deitados, ele com o corpo esticado, inerte, mergulhado em seus pensamentos, quase a ponto de entregar-se aos braços de Morfeu. Enquanto ela repousava sobre seu peito e o abraçava levemente com os braços e pernas. O vento balançava manso a cortina de quarto do apartamento. A noite tinha a temperatura perfeita para se dormir assim, juntinho, não fazia calor e tão pouco frio cortante.

sábado, 20 de abril de 2013

Pensamento do dia (XXI)

Por mais que tenha milhares de dúvidas quanto as coisas que quero, tenho bastante certeza quanto aquelas que não quero.

domingo, 14 de abril de 2013

Por uma morada

Nem tudo que se escreve tem endereço. Talvez a maioria, mas algo ainda escapa. Ou, talvez, aguardam ter a quem chamar de seu.

Sim, o mundo escrito possui ao mundo real e o quer como um amante à sua amada. Quer fazer-se dono de alguém, algo, uma essência. Para tornar-se vivo dentro de seu possuidor.

domingo, 7 de abril de 2013

Relações (II)

Às vezes, fechados ao mundo, nos cercamos de relações vazias. Uma tentativa ridícula de dizer que está tudo bem, mas nada está onde deveria. E é claro que essa mentira não dura, logo percebemos quão frágil ela é. Sentimos o coração bater sem sentido, são apenas movimentos compassados que te mantêm vivo - vivo?

sábado, 30 de março de 2013

Sempre em sonhos


Continuo sonhando com meus fantasmas, sonhos cada dia mais conflitantes. Tenho medo deles, tenho medo das mensagens que minha mente me manda. Talvez já tenha passado a hora de mudar. Talvez...

Continuo sendo um menino precipitado que corre atrás de uma sombra, que mete os pés pelas mãos – quase sempre –, que caí e se levanta sem pensar. Ainda sem rumo, perdido no labirinto de suas escolhas. Quer tudo, não quer nada.

domingo, 17 de março de 2013

Meia pausa


O tempo, talvez, tenha me tornado um velho em corpo jovem – no que diz respeito há alguns assuntos, pelo menos. A impaciência e a falta de vontade com aquilo que não me é relevante faz-me lembrar de um velho rabugento e infeliz. Como poderia ter alcançado tal ponto?
Não ostento orgulho algum por minha aparente velhice precoce, muito pelo contrário. Sinto que com ela vão se escorrendo as areias do tempo de se aproveitar algo que pareço não entender. Poderia ser meu engano de julgamento tamanho ao ponto de me privar, por teimosia senil, de desfrutar do que me é apresentado? Por vezes temo por isso...
Na maioria acredito que, na realidade, se trata de um desvio de conduta de minha parte. Não o entenda como uma negativa – se bem talvez o seja – e sim como uma dessas grandes variações bizarras das quais a natureza propõe como possibilidade de vida. As linhas da vida não são iguais, percorrem infinitas trilhas que se bifurcam a cada momento.
Entre esquerdas e direitas do meu caminho foi então traçando meu próprio traço. Fui desenhando no espaço tudo aquilo que viria a ser “eu”. Se a imagem que se forma me causa embaraço devia eu ter tomado um pouco mais de cuidado ao tomar essa ou aquela curva.
Quiçá esteja demasiadamente preocupado com questões irrelevantes. Talvez esse meu velho de hora ou outra não seja tão real, ao ponto que posso estar apadrinhando uma imagem que não me pertence. Afinal, nunca saberemos como os outros nos enxergam. A única certeza é de que nunca poderão entender nossas certezas, dúvidas, manias etc. – nós somos os guardiões de nossas histórias.
Daí vem novo questionamento: vale mesmo querer entender se estou certo ou errado? Mais parece que não, mesmo porque na vida as coisas teimam em serem menos assertivas do que sim/não. Nem me importa mais, pelo menos pelo tempo que perdure essa nova latência. Às vezes o verdadeiro problema está em questionar de mais o que tem de ser vivido.

domingo, 10 de março de 2013

sexta-feira, 1 de março de 2013

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Até que ponto mais humanos?


          Pra quem ainda não sabe, sou aluno do curso de medicina. Na minha faculdade foi adotado o método PBL (ou, ABP = Aprendizado Baseado em Problemas), por uma “sugestão” do MEC essa é a nova melhor forma de se ensinar a profissão. Não vou discorrer profundamente sobre a metodologia, não é minha intensão agora. Na verdade estou apreensivo com algo um pouco mais importante e que também era uma das intensões do MEC com a implementação desse método nas escolas médicas. Há uma crescente preocupação com a formação do caráter dos futuros profissionais da área e essa nova metodologia tem como estandarte um médico menos tecnicista e mais humano.
          Isso se faria pela conjunção de teoria e prática desde o primeiro período. Fazer com que os alunos tenham contato com as mazelas da sociedade e com suas necessidades primordiais. É uma tentativa de mostrar-lhes que o mundo não é um lugar fácil e que a realidade da profissão é menos glamorosa do que aquilo que se vê nas séries de televisão. Louvável, não é mesmo? Entretanto ainda me questiono o quão profundamente a nova metodologia está atingindo os estudantes.
          Ainda não está claro para mim se ela será realmente efetiva em amansar corações que já chegam a universidade preenchidos com preconceitos e pensamentos individualistas. Temo que os anos de colégio e cursinho já tenham se incumbido de fechar a maioria das pessoas a qualquer sensibilidade com o outro. Estão tão centradas em seus próprios mundinhos que não conseguem enxergar o outro como um ser tão complexo e rico quanto eles mesmos, não intendem a necessidade das pessoas em compartir suas histórias como forma de se livrar de seus demônios internos.
          A capacidade de ouvir tem sido muito discutida na faculdade, temo, porém, que a maioria se limite a ouvi-la e imediatamente esquece-la. É muito fácil dizer em uma mesa de discussão quais as características fundamentais para se tornar um bom profissional, difícil mesmo é transformar fala em ações. Falta coerência – como em todos os lugares –, há um profundo abismo entre o que se diz e o que se pratica, o que me deixa muito consternado.
          Sinto que, na realidade, a metodologia pouco influirá no caráter dos alunos. Talvez se as noções de ética e cidadania fossem parte do currículo das escolas primárias, alunos do ensino superior teriam maior facilidade em assimilar o que a vivencia lhes propõem. Assim, creio que apenas aqueles que já possuem alguma inclinação mais humanista poderão realmente usufruir do método, tornando-se ainda mais preocupados com a questão. Enquanto aqueles que vivem em seus mundos fechados passaram incólumes ao que esse método tem a lhes mostrar.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Escrever (III)

Escrever é um ato tão livre que permite a quem o faz criar personagens que acreditam em coisas que são absurdas para ele próprio.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Pra te ganhar, ou perder


Deixa eu gostar de você
Despojando meus medos
Te chamar de bem-querer
Sorrindo sem segredos
Em teus lábios me aquecer

Em teu seio farei morada
De minha cabeça exaurida
Traçando as novas estradas
Pra uma vida compartida

Por isso não peço: clamo
Deixe, assim, eu te querer

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Pra temer, ou mudar

E, com um vigoroso golpe de delicadeza, ela lascou meu escudo... Estaria, enfim, desarmado...?

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Pensamento do dia (XVII)

Sei que ideias curtas são insuficientes para querer mudar o mundo. Ainda que isso seja verdade, prefiro conservar meus fiapos de sanidade à condená-los ao esquecimento por falta de eloquência mais profunda.

domingo, 27 de janeiro de 2013

sábado, 19 de janeiro de 2013

Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?


Vi essa pergunta na internet, numa dessas mensagens pra fazer a gente pensar e não é que funcionou. Imediatamente minha cabeça começou a maquinar e, pra minha surpresa, minha resposta mental foi: ontem.
Quão engraçado, por uma grande coincidência ontem foi o dia em que peguei pela primeira vez em uma gaita. Constatar isso me deixou um tanto encabulado, criamos tantas expectativas em torno de nossas primeiras experiências, não é mesmo?
O que é algo bom, afinal de conta se não tivéssemos alguma vontade que nos movesse em direção de algo novo estaríamos para sempre emperrados sem fazer nada. Uma pena é que com o tempo as coisas novas vão se tornando cada vez mais difíceis de acontecer. Cria-se a falsa impressão de que já fizemos tudo que se pode fazer – o que não passa de uma grande mentira.
Sem nada novo o mundo vai ficando muito igual, as coisas não surpreendem mais. As cores ficam mais opacas e sem graça, passamos prestar menos atenção no mundo – tudo fica meio robótico. Quando se domina uma técnica já não se pensa em sua execução.
Por isso é muito bom nos desafiarmos a fazer coisas novas, fazer a cabeça pensar de um jeito que ela não tá acostumada. Voltar a prestar atenção no mundo reparar ele de outras maneiras. Por mais patético que possamos parecer quando estamos aprendendo algo é exatamente isso que nos faz continuar a construir nosso ser.
Eu mesmo, com a gaita, estou feito criança que ganha um brinquedo novo. Procuro familiarizar-me um pouco mais com ela a cada espaço de tempo que encontro. E como é difícil aprender a tocar um instrumento novo – como eu tinha me esquecido como são difíceis as coisas feitas pela primeira vez.
É um tormento prazeroso, me irrito por não dominar a técnica (e como poderia se nunca tinha praticado antes?), entretanto ao mesmo tempo me sinto orgulhoso a cada acerto e pequeno avanço. Talvez seja essa a coisa mais importante de se aprender algo: dar valor aos pequenos passos, aos pequenos avanços. Sentir-se realizado por conseguir cumprir uma nova tarefa por menor que ela seja.
Olhe para trás e pense em tudo que você já aprendeu até hoje, tudo mesmo. Vá se lembrando de como foi difícil aprender todas essas coisas, agora pense como você as executa de forma tão automática que faz com que elas se pareçam sem importância. É engraçado, não é? Depois que “dominamos” algo já não lhe damos o mesmo valor que quando estávamos aprendendo.
Que tal se propor um jogo: ainda nessa semana tente fazer algo que você nunca fez, tente aprender algo novo. Talvez dê pra voltar a sentir um monte de coisas que você nem se lembrava mais como eram.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Um bom nome



– Cara, preciso de uma ajuda sua...

– Fala aí, o que você quer?

– Estou escrevendo uma história e empaquei em uma das coisas que deveria ser simples: os nomes dos personagens. Acredita?

– Serio mesmo? (risos) Mas, isso é muito fácil de resolver.  Posso te atirar uns nomes e você escolhe um, não é possível que nenhum deles te sirva. 

– Acho que você não entendeu...

– E quantos personagens são?

– Apenas dois, um homem e uma mulher.

– Vou começar pela mulher.

– Não é bem por isso, é que...

– Karla.

– Melhor não...

– Luíza.

– Também não...

– Débora.

– Não sei...

– Qual o problema desses nomes?

– Então... é que eu já tive um relacionamento com uma de mesmo nome e conheço outras de nomes iguais, não quero que algum amigo imagine que a história é pra alguma delas. Me deixaria profundamente sem jeito, vai que elas acabam lendo e também acham?!

– Acho que estou começando a entender qual o verdadeiro problema.

– É mesmo?

– Sim, você é maluco.

– Qual é? Estou falando sério, preciso arrumar um nome que seja neutro. Tá tão difícil...

– Também estou falando sério, você só pode estar mal da cabeça. Até parece que uma mulher vai parar pra pensar uma coisa dessas.

– Tá bom, você me convenceu. Agora só falta pensar no personagem masculino, mas com isso vai ser mais fácil.

– Aí, nada de usar meu nome. Ok?

– Mas... qual o problema?

– Vai que o personagem é louco e o pessoal fica achando que você tá falando de mim.